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Helgarias

Tenho 20 seguidores fieis no meu FB. Acho que dá para ter um Blog. Sejam bem-vindos! Beijinhos.

Helgarias

Tenho 20 seguidores fieis no meu FB. Acho que dá para ter um Blog. Sejam bem-vindos! Beijinhos.

Não chores, por favor!

 

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Ao contrário do que é normal, neste Natal tive de recorrer muitas vezes a centros comerciais. Quando falo muitas vezes, refiro-me a 3 idas, em 3 dias seguidos. Ninguém merece.

Devido a questões de logística, agendas familiares, compromissos socias, etc, etc, fui literalmente obrigada a frequentar grandes centros comerciais em hora de loucura total, e sempre em contra relógio. A mistura perfeita para uma azia total.

Eu, pior do que as crianças, observo tudo e todos. ADORO! Ao contrário do que tento ensinar aos meus filhos, sou uma verdadeira antropóloga shoppinguiana ( acabei de inventar a palavra). Quer no hipermercado,  na fila para pagar, quer na loja, onde estão 45802938 de pessoas à frente do produto que quero comprar, quer na fila para embrulhar presentes, tento perceber o que vai na alma das pessoas que observo.

Mas houve uma fila que me interessou bastante: aquela em que estive 40 minutos com os meus filhos para tirar uma foto com o Pai Natal. Nesses 40 minutos, devo ter sido várias vezes espancada em pensamento.

Primeiro : as crianças iam todas vestidas a rigor, com lindos vestidos de xadrez, calções de tirolês, blusas com folhos e laços de embrulho na cabeça. Os meus amores, que me acompanham para todo lado, iam com a sua calça de ganga ligeiramente desbotada nos joelhos e com os seus blusões à prova de tudo e de todos.

Segundo: havia um jogo interativo, onde as crianças, repito, as crianças, com gestos, tinham de colocar as prendas dentro do trenó do Pai Natal. Achei o máximo, e mesmo com um cansaço atroz, confiei que tinha a capacidade e discernimento para jogar. Achei mal. Num dos meus gestos, acabei por dar uma cotovelada a uma das mães que estava ao meu lado.

Terceiro: havia uma mãe, que deve ter penteado a filha, de mais ou menos 4 anos, umas 10 vezes até ter chegado ao Pai Natal. Durante a espera, a menina foi arranjada, vezes sem conta.  Depois a conversa de : “olha que lindo, filha: os duendes” ou “ Olha a neve, filha…” ou, simplesmente, num tom meio verdadeiro, meio falso – por estar ali há imenso tempo – “ está quase , filha, vamos ver o Pai Natal”.

Bem, os penteados, os arranjos da roupa, as frases motivadoras e carinhosas de mãe, acabou com a menina aos berros, a arrastar os pés , com um pavor tremendo ao Pai Natal, sem a mínima vontade de tirar fotografias. Mas o mais giro foi o desespero da mãe, após mais ou menos 40 minutos de fila, a tentar convencer a menina a não chorar. A ela juntou-se o Pai Natal, as fotógrafas vestidas de duendes e as meninas da casa do Pai Natal. Entenda-se “meninas da casa do Pai Natal” como as funcionárias que estavam responsáveis pela vigia da dita casa.

Querem, portanto, saber se esta mãe – com as devidas ajudas - conseguiu? Incrivelmente, conseguiu. Conseguiu obrigar a miúda a parar de chorar, a limpar as lágrimas, a sentá-la no colo de alguém que ela temia, e ainda fazer um sorriso para a foto. CLAP CLAP CLAP ! Sim, senhora.

Malta, espero que tenham passado um mega Natal e que tenham conseguido a paz que esta época, naturalmente propicia.

Continuação de boas festas e tudo de bom para vocês.

Beijinhos.

 

A ternura dos 40

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Com a chegada da tão temida ternura dos quarenta, já tenho ouvido várias pessoas, em tom de conforto, dizerem-me que os atuais quarenta são os novos trinta. Realmente, aquilo até faz sentido. Não me sinto nada quarentona. Esta palavra atira-me, imediatamente, para imagens muito pouco excitantes. Tal como diz a minha amiga Ana, “depois dos 40, se te levantares de manhã, e não sentires dor nenhuma, é porque morreste. “
Mas será que são os novos trinta, espirituais e psicológicos, ou os novos trinta físicos? Estamos a falar de mulheres que, entre os quarenta e cinquenta anos, têm um espirito mais jovem, mais descontraído, mais louco, ou mulheres, que na casa dos quarenta, tendem a ter um corpo, postura, mais jovem? [falo das mulheres, porque os homens, esses, ficam claramente nos novos e antigos quinze anos. ] Nada disso. Os novos trinta também são para vocês, homens. Mais vale pensarem que têm trinta, do que chegarem à crise dos quarenta, e acharem que são o Tom Cruise, versão TOP GUN.
Bem, mas a verdadeira duvida sobre esta questão, está relacionada com um gráfico que anda a pairar na minha cabeça. Um gráfico que a dada altura se auto destrói, como as instruções da Missão Impossível. Então: se as atuais crianças já não o podem ser, porque são os novos pré-adolescentes, com todas as responsabilidades que dai advêm; se os pré-adolescentes já não o podem ser, porque são os novos jovens, rodeados com a loucura desta fase; se os jovens já não o podem ser, porque são os recentes adultos, com toda a carga de responsabilidade desta coisa de ser adulto; pergunto: em que ponto do gráfico começa a haver a regressão? Será que chegamos aos quarenta, olhamos para trás, e vemos que andámos depressa demais? Será que os novos trinta são a vingança do tal aceleramento? Será aí, o ponto, em que o gráfico muda de direção?
Beijinhos

Não vou para o céu

 

 

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Vou-te contar um segredo: Vais. Vais para o céu. O céu é feito de boas almas e boas energias. Como é que uma alma como a tua não vai para o céu? Vai. És aquela pessoa que tem, numa só vida, toda a natureza do mundo. Confuso? Mas é tão simples. Tu, num momento, és fogo, no momento a seguir, és água. És um tsunami e, de repente, uma leve ondinha do mar. És um vento suave que me solta os cabelos, e, logo a seguir, uma tempestade que me deixa molhada de desejo por ti. Vais para o céu. Claro que vais. Achas que andas no limite? E eu? A dar o corpo a uma tempestade? Baldes de água fria? O que é isso, quando estou pronta a enfrentar um tsunami? Vais para o céu. Claro que vais. A natureza não é coisa de Deus? Tu és a mais pura das naturezas. Tens tudo o que Deus pôs no mundo. Vais para o céu. Claro que vais.

Tens um olhar de relâmpago. E que belos são os relâmpagos numa noite de inverno. Só os fortes lançam relâmpagos. Só os fortes vão para o céu.

Sei o que queres, sei o que desejas. Vais para o céu. Sim. Mas quem te vai levar lá, sou eu. Claro que vais.

O FIM DO MUNDO EM CUECAS...E SOUTIEN

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Como é do conhecimento geral – ou quase geral – adotei uma cadelinha. A minha FaceBucky, mais conhecida por Bucky, nasceu de uma cadela abandonada, num armazém, longe de qualquer pessoa que lhe pudesse fazer mal.

Aqui em casa já andávamos a ressacar por não termos um cão ou gato. Visto que a gatos sou alérgica, restava a opção cão- as grandes verdades são as que rimam. A decisão de ir buscar a nossa Bucky não aconteceu da noite para o dia, mas sim do dia para noite. Muitas horas de ponderação, vários minutos de reflexão, múltiplos segundos de introspecção. Esta ponderação reflexiva introspectiva baseou-se na minha argumentação nas conversas com o Rui, sobre as mais valias em ter esta cadelinha. Por exemplo: poderia acordar com duas mulheres na cama; com sorte, haveria uma que lhe lambia as orelhas; poderia dar ordens a uma mulher; teria sempre quem lhe aquecesse os pés; enfim, uma série de vantagens. Bem visto, certo?

Bem, na verdade, gostamos mesmo muito de animais e com toda a loucura associada, a alegria dos meninos, grandes e pequenos, compensa todo o esforço e toda a demência.

E eis que, finalmente, chego ao tema que me propus abordar: ESFORÇO E LOUCURA! Para quem tem uma vida, digamos, agitada, como a nossa, ter um cão dentro de casa implica gostar à seria de cães. Não é achar fofinho, é gostar mesmo muito.

Levantam-se cedo? Com cão, podem pôr o despertador ainda mais cedo. O cocó não espera. Preocupam-se com o barulho de manhã , por causa dos vizinhos? Esqueçam. Não há preocupação que bloqueie o ganir do vosso cão por estarem fechados mais do que 5 minutos no WC. 5 minutos é o tempo máximo que podemos demorar, caso contrário, teremos poças de xixi a inundarem a casa inteira. Arranjam-se, saem da casa de banho, orgulhosos pela eficácia da organização face à nova responsabilidade e algo acontece: acabam de pisar duas maravilhosas trancinhas de cocó do vosso cãozinho lindo. De repente, têm o vosso filho mais novo a gritar, porque o cãozinho giro lhe roubou o peluche preferido dele. Vão atrás do cão para salvar o peluche. Reparam que estão em cuecas e soutien ( sim, amigas, sim.)  e está um frio de rachar. O cão começa às voltas  no sofá com uma rapidez de time-lapse e percebem que estão a fazer uma figura ridícula e deprimente à frente dos vossos filhos. Salvam o peluche. Voltam novamente para a casa de banho, enquanto ouvem o nome do vosso cão a ser gritado umas cem vezes, e sempre de formas diferentes.

O cão vai à rua. 30 minutos! Nada. Mais 30 minutos! Nada. Outros porra de 30 minutos! Nada. Xixi, cocó, zerinho. Chegamos a casa. Vocês, cheios de pressa, os meninos a vestirem-se , o vosso cão a fazer um xixi do tamanho do Tejo a desaguar nos vossos olhos . Nem vos apetece zangar. Vão buscar, pela terceira vez numa hora, a esfregona e lavam o chão. “Ainda bem que fiquei 30 minutos com ele na rua” – pensam vocês.

 Mulheres que estão a ler isto: imaginem-se a pôr o eyeliner, essa arte que requer uma estabilidade de movimentos para não borrar a pintura, tudo a correr bem por linhas certas, até que o vosso cãozinho, possuído pelo demónio, atira-se aos vossos calcanhares com uma ferocidade fora do normal. “E o eyeliner?”, perguntam vocês e muito bem. Pois, o eyeliner. Toca a tirar o semi-risco que já estava tão bem feito e limpar toda a pintura borrada.

Homens que estão a ler isto: imaginem uma cadela possuída agarrada às vossas pernas enquanto fazem xixi. Pronto, é só isso. O resto deixo à vossa criatividade.

E, por fim, a parte de higiene e cenas de gaja, está feita. Antes de sairmos, há que dar água à babe (a minha Bucky) . Esta parte corre bem. Não aconteceu como no dia anterior em que, com um salto olímpico, dá ordem de despejo a toda a água contida na gamela e transforma todo aquele espaço numa cozinha aquática.

Está na hora de arrancar. Gritamos: “Meninoooos: vestir casacos. Filha, não te esqueças da chave do cacifo. Filho, não mexas mais do ténis, estão bem apertados. Bucky...Buckyyyyyyy!.” Abriu a porta do lixo. F….. Toca a limpar tudo.

Saímos de casa, finalmente. O dia inteiro fora. Já de noite, no regresso, somos recebidos com o maior dos carinhos, alegria e dedicação, completamente indescritíveis. Que amor incondicional. Pronto. Estás desculpada pela loucura da manhã. Venha agora a loucura da noite. Gosto tanto de ti FaceBucky! Obrigada por nos aturares

Beijinhos

 

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