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Helgarias

Tenho 20 seguidores fieis no meu FB. Acho que dá para ter um Blog. Sejam bem-vindos! Beijinhos.

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O FIM DO MUNDO EM CUECAS...E SOUTIEN

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Como é do conhecimento geral – ou quase geral – adotei uma cadelinha. A minha FaceBucky, mais conhecida por Bucky, nasceu de uma cadela abandonada, num armazém, longe de qualquer pessoa que lhe pudesse fazer mal.

Aqui em casa já andávamos a ressacar por não termos um cão ou gato. Visto que a gatos sou alérgica, restava a opção cão- as grandes verdades são as que rimam. A decisão de ir buscar a nossa Bucky não aconteceu da noite para o dia, mas sim do dia para noite. Muitas horas de ponderação, vários minutos de reflexão, múltiplos segundos de introspecção. Esta ponderação reflexiva introspectiva baseou-se na minha argumentação nas conversas com o Rui, sobre as mais valias em ter esta cadelinha. Por exemplo: poderia acordar com duas mulheres na cama; com sorte, haveria uma que lhe lambia as orelhas; poderia dar ordens a uma mulher; teria sempre quem lhe aquecesse os pés; enfim, uma série de vantagens. Bem visto, certo?

Bem, na verdade, gostamos mesmo muito de animais e com toda a loucura associada, a alegria dos meninos, grandes e pequenos, compensa todo o esforço e toda a demência.

E eis que, finalmente, chego ao tema que me propus abordar: ESFORÇO E LOUCURA! Para quem tem uma vida, digamos, agitada, como a nossa, ter um cão dentro de casa implica gostar à seria de cães. Não é achar fofinho, é gostar mesmo muito.

Levantam-se cedo? Com cão, podem pôr o despertador ainda mais cedo. O cocó não espera. Preocupam-se com o barulho de manhã , por causa dos vizinhos? Esqueçam. Não há preocupação que bloqueie o ganir do vosso cão por estarem fechados mais do que 5 minutos no WC. 5 minutos é o tempo máximo que podemos demorar, caso contrário, teremos poças de xixi a inundarem a casa inteira. Arranjam-se, saem da casa de banho, orgulhosos pela eficácia da organização face à nova responsabilidade e algo acontece: acabam de pisar duas maravilhosas trancinhas de cocó do vosso cãozinho lindo. De repente, têm o vosso filho mais novo a gritar, porque o cãozinho giro lhe roubou o peluche preferido dele. Vão atrás do cão para salvar o peluche. Reparam que estão em cuecas e soutien ( sim, amigas, sim.)  e está um frio de rachar. O cão começa às voltas  no sofá com uma rapidez de time-lapse e percebem que estão a fazer uma figura ridícula e deprimente à frente dos vossos filhos. Salvam o peluche. Voltam novamente para a casa de banho, enquanto ouvem o nome do vosso cão a ser gritado umas cem vezes, e sempre de formas diferentes.

O cão vai à rua. 30 minutos! Nada. Mais 30 minutos! Nada. Outros porra de 30 minutos! Nada. Xixi, cocó, zerinho. Chegamos a casa. Vocês, cheios de pressa, os meninos a vestirem-se , o vosso cão a fazer um xixi do tamanho do Tejo a desaguar nos vossos olhos . Nem vos apetece zangar. Vão buscar, pela terceira vez numa hora, a esfregona e lavam o chão. “Ainda bem que fiquei 30 minutos com ele na rua” – pensam vocês.

 Mulheres que estão a ler isto: imaginem-se a pôr o eyeliner, essa arte que requer uma estabilidade de movimentos para não borrar a pintura, tudo a correr bem por linhas certas, até que o vosso cãozinho, possuído pelo demónio, atira-se aos vossos calcanhares com uma ferocidade fora do normal. “E o eyeliner?”, perguntam vocês e muito bem. Pois, o eyeliner. Toca a tirar o semi-risco que já estava tão bem feito e limpar toda a pintura borrada.

Homens que estão a ler isto: imaginem uma cadela possuída agarrada às vossas pernas enquanto fazem xixi. Pronto, é só isso. O resto deixo à vossa criatividade.

E, por fim, a parte de higiene e cenas de gaja, está feita. Antes de sairmos, há que dar água à babe (a minha Bucky) . Esta parte corre bem. Não aconteceu como no dia anterior em que, com um salto olímpico, dá ordem de despejo a toda a água contida na gamela e transforma todo aquele espaço numa cozinha aquática.

Está na hora de arrancar. Gritamos: “Meninoooos: vestir casacos. Filha, não te esqueças da chave do cacifo. Filho, não mexas mais do ténis, estão bem apertados. Bucky...Buckyyyyyyy!.” Abriu a porta do lixo. F….. Toca a limpar tudo.

Saímos de casa, finalmente. O dia inteiro fora. Já de noite, no regresso, somos recebidos com o maior dos carinhos, alegria e dedicação, completamente indescritíveis. Que amor incondicional. Pronto. Estás desculpada pela loucura da manhã. Venha agora a loucura da noite. Gosto tanto de ti FaceBucky! Obrigada por nos aturares

Beijinhos

 

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