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Helgarias

Tenho 20 seguidores fieis no meu FB. Acho que dá para ter um Blog. Sejam bem-vindos! Beijinhos.

Helgarias

Tenho 20 seguidores fieis no meu FB. Acho que dá para ter um Blog. Sejam bem-vindos! Beijinhos.

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Tenho uma vida que passou. Passou. Ponto. Mas gosto tanto da vida, do que ela me pode dar. Olha bem para aqueles malucos a divertirem-se, a vida é divertida. Sim, a vida é divertida. Olha, querida, a vida é divertida, acorda, por favor!  Olha, há homens e mulheres a falarem. Isto é uma festa. Há tanto tempo que não querias nem ouvir falar de festas.  Não entendes, pois não? A medicação não te permite pensar, apenas ouvir, não é?  Deixa estar, eu amo-te. Olha, queres alguma coisa para comer? Não? Não gostas de nada? A sério? Não faz mal, eu vou encontrar algo fantástico para tu comeres. Mas acorda, só por um bocadinho, e dá-me um sorriso, aquele sorriso pelo qual eu me apaixonei. Acorda, por favor. A minha vida passou, mas eu quero agarrá-la, agarrá-la com toda a força, com aquela força com que te deitei na cama, pela primeira vez. Não estás a gostar da companhia? Mas são tão simpáticos! Acorda, por favor. Vá lá, sente só um bocadinho do ar, das pessoas, do mundo. Tenta. Deixa-me sorrir genuinamente contigo. Queres ir embora? Está bem. Eu amo-te, e por isso, acompanho-te sempre! Vou contigo nesse adormecer constante. A vida existe e é divertida. A vida passou. Tenho uma vida que passou.

Não chores, por favor!

 

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Ao contrário do que é normal, neste Natal tive de recorrer muitas vezes a centros comerciais. Quando falo muitas vezes, refiro-me a 3 idas, em 3 dias seguidos. Ninguém merece.

Devido a questões de logística, agendas familiares, compromissos socias, etc, etc, fui literalmente obrigada a frequentar grandes centros comerciais em hora de loucura total, e sempre em contra relógio. A mistura perfeita para uma azia total.

Eu, pior do que as crianças, observo tudo e todos. ADORO! Ao contrário do que tento ensinar aos meus filhos, sou uma verdadeira antropóloga shoppinguiana ( acabei de inventar a palavra). Quer no hipermercado,  na fila para pagar, quer na loja, onde estão 45802938 de pessoas à frente do produto que quero comprar, quer na fila para embrulhar presentes, tento perceber o que vai na alma das pessoas que observo.

Mas houve uma fila que me interessou bastante: aquela em que estive 40 minutos com os meus filhos para tirar uma foto com o Pai Natal. Nesses 40 minutos, devo ter sido várias vezes espancada em pensamento.

Primeiro : as crianças iam todas vestidas a rigor, com lindos vestidos de xadrez, calções de tirolês, blusas com folhos e laços de embrulho na cabeça. Os meus amores, que me acompanham para todo lado, iam com a sua calça de ganga ligeiramente desbotada nos joelhos e com os seus blusões à prova de tudo e de todos.

Segundo: havia um jogo interativo, onde as crianças, repito, as crianças, com gestos, tinham de colocar as prendas dentro do trenó do Pai Natal. Achei o máximo, e mesmo com um cansaço atroz, confiei que tinha a capacidade e discernimento para jogar. Achei mal. Num dos meus gestos, acabei por dar uma cotovelada a uma das mães que estava ao meu lado.

Terceiro: havia uma mãe, que deve ter penteado a filha, de mais ou menos 4 anos, umas 10 vezes até ter chegado ao Pai Natal. Durante a espera, a menina foi arranjada, vezes sem conta.  Depois a conversa de : “olha que lindo, filha: os duendes” ou “ Olha a neve, filha…” ou, simplesmente, num tom meio verdadeiro, meio falso – por estar ali há imenso tempo – “ está quase , filha, vamos ver o Pai Natal”.

Bem, os penteados, os arranjos da roupa, as frases motivadoras e carinhosas de mãe, acabou com a menina aos berros, a arrastar os pés , com um pavor tremendo ao Pai Natal, sem a mínima vontade de tirar fotografias. Mas o mais giro foi o desespero da mãe, após mais ou menos 40 minutos de fila, a tentar convencer a menina a não chorar. A ela juntou-se o Pai Natal, as fotógrafas vestidas de duendes e as meninas da casa do Pai Natal. Entenda-se “meninas da casa do Pai Natal” como as funcionárias que estavam responsáveis pela vigia da dita casa.

Querem, portanto, saber se esta mãe – com as devidas ajudas - conseguiu? Incrivelmente, conseguiu. Conseguiu obrigar a miúda a parar de chorar, a limpar as lágrimas, a sentá-la no colo de alguém que ela temia, e ainda fazer um sorriso para a foto. CLAP CLAP CLAP ! Sim, senhora.

Malta, espero que tenham passado um mega Natal e que tenham conseguido a paz que esta época, naturalmente propicia.

Continuação de boas festas e tudo de bom para vocês.

Beijinhos.

 

A ternura dos 40

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Com a chegada da tão temida ternura dos quarenta, já tenho ouvido várias pessoas, em tom de conforto, dizerem-me que os atuais quarenta são os novos trinta. Realmente, aquilo até faz sentido. Não me sinto nada quarentona. Esta palavra atira-me, imediatamente, para imagens muito pouco excitantes. Tal como diz a minha amiga Ana, “depois dos 40, se te levantares de manhã, e não sentires dor nenhuma, é porque morreste. “
Mas será que são os novos trinta, espirituais e psicológicos, ou os novos trinta físicos? Estamos a falar de mulheres que, entre os quarenta e cinquenta anos, têm um espirito mais jovem, mais descontraído, mais louco, ou mulheres, que na casa dos quarenta, tendem a ter um corpo, postura, mais jovem? [falo das mulheres, porque os homens, esses, ficam claramente nos novos e antigos quinze anos. ] Nada disso. Os novos trinta também são para vocês, homens. Mais vale pensarem que têm trinta, do que chegarem à crise dos quarenta, e acharem que são o Tom Cruise, versão TOP GUN.
Bem, mas a verdadeira duvida sobre esta questão, está relacionada com um gráfico que anda a pairar na minha cabeça. Um gráfico que a dada altura se auto destrói, como as instruções da Missão Impossível. Então: se as atuais crianças já não o podem ser, porque são os novos pré-adolescentes, com todas as responsabilidades que dai advêm; se os pré-adolescentes já não o podem ser, porque são os novos jovens, rodeados com a loucura desta fase; se os jovens já não o podem ser, porque são os recentes adultos, com toda a carga de responsabilidade desta coisa de ser adulto; pergunto: em que ponto do gráfico começa a haver a regressão? Será que chegamos aos quarenta, olhamos para trás, e vemos que andámos depressa demais? Será que os novos trinta são a vingança do tal aceleramento? Será aí, o ponto, em que o gráfico muda de direção?
Beijinhos

Não vou para o céu

 

 

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Vou-te contar um segredo: Vais. Vais para o céu. O céu é feito de boas almas e boas energias. Como é que uma alma como a tua não vai para o céu? Vai. És aquela pessoa que tem, numa só vida, toda a natureza do mundo. Confuso? Mas é tão simples. Tu, num momento, és fogo, no momento a seguir, és água. És um tsunami e, de repente, uma leve ondinha do mar. És um vento suave que me solta os cabelos, e, logo a seguir, uma tempestade que me deixa molhada de desejo por ti. Vais para o céu. Claro que vais. Achas que andas no limite? E eu? A dar o corpo a uma tempestade? Baldes de água fria? O que é isso, quando estou pronta a enfrentar um tsunami? Vais para o céu. Claro que vais. A natureza não é coisa de Deus? Tu és a mais pura das naturezas. Tens tudo o que Deus pôs no mundo. Vais para o céu. Claro que vais.

Tens um olhar de relâmpago. E que belos são os relâmpagos numa noite de inverno. Só os fortes lançam relâmpagos. Só os fortes vão para o céu.

Sei o que queres, sei o que desejas. Vais para o céu. Sim. Mas quem te vai levar lá, sou eu. Claro que vais.

O FIM DO MUNDO EM CUECAS...E SOUTIEN

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Como é do conhecimento geral – ou quase geral – adotei uma cadelinha. A minha FaceBucky, mais conhecida por Bucky, nasceu de uma cadela abandonada, num armazém, longe de qualquer pessoa que lhe pudesse fazer mal.

Aqui em casa já andávamos a ressacar por não termos um cão ou gato. Visto que a gatos sou alérgica, restava a opção cão- as grandes verdades são as que rimam. A decisão de ir buscar a nossa Bucky não aconteceu da noite para o dia, mas sim do dia para noite. Muitas horas de ponderação, vários minutos de reflexão, múltiplos segundos de introspecção. Esta ponderação reflexiva introspectiva baseou-se na minha argumentação nas conversas com o Rui, sobre as mais valias em ter esta cadelinha. Por exemplo: poderia acordar com duas mulheres na cama; com sorte, haveria uma que lhe lambia as orelhas; poderia dar ordens a uma mulher; teria sempre quem lhe aquecesse os pés; enfim, uma série de vantagens. Bem visto, certo?

Bem, na verdade, gostamos mesmo muito de animais e com toda a loucura associada, a alegria dos meninos, grandes e pequenos, compensa todo o esforço e toda a demência.

E eis que, finalmente, chego ao tema que me propus abordar: ESFORÇO E LOUCURA! Para quem tem uma vida, digamos, agitada, como a nossa, ter um cão dentro de casa implica gostar à seria de cães. Não é achar fofinho, é gostar mesmo muito.

Levantam-se cedo? Com cão, podem pôr o despertador ainda mais cedo. O cocó não espera. Preocupam-se com o barulho de manhã , por causa dos vizinhos? Esqueçam. Não há preocupação que bloqueie o ganir do vosso cão por estarem fechados mais do que 5 minutos no WC. 5 minutos é o tempo máximo que podemos demorar, caso contrário, teremos poças de xixi a inundarem a casa inteira. Arranjam-se, saem da casa de banho, orgulhosos pela eficácia da organização face à nova responsabilidade e algo acontece: acabam de pisar duas maravilhosas trancinhas de cocó do vosso cãozinho lindo. De repente, têm o vosso filho mais novo a gritar, porque o cãozinho giro lhe roubou o peluche preferido dele. Vão atrás do cão para salvar o peluche. Reparam que estão em cuecas e soutien ( sim, amigas, sim.)  e está um frio de rachar. O cão começa às voltas  no sofá com uma rapidez de time-lapse e percebem que estão a fazer uma figura ridícula e deprimente à frente dos vossos filhos. Salvam o peluche. Voltam novamente para a casa de banho, enquanto ouvem o nome do vosso cão a ser gritado umas cem vezes, e sempre de formas diferentes.

O cão vai à rua. 30 minutos! Nada. Mais 30 minutos! Nada. Outros porra de 30 minutos! Nada. Xixi, cocó, zerinho. Chegamos a casa. Vocês, cheios de pressa, os meninos a vestirem-se , o vosso cão a fazer um xixi do tamanho do Tejo a desaguar nos vossos olhos . Nem vos apetece zangar. Vão buscar, pela terceira vez numa hora, a esfregona e lavam o chão. “Ainda bem que fiquei 30 minutos com ele na rua” – pensam vocês.

 Mulheres que estão a ler isto: imaginem-se a pôr o eyeliner, essa arte que requer uma estabilidade de movimentos para não borrar a pintura, tudo a correr bem por linhas certas, até que o vosso cãozinho, possuído pelo demónio, atira-se aos vossos calcanhares com uma ferocidade fora do normal. “E o eyeliner?”, perguntam vocês e muito bem. Pois, o eyeliner. Toca a tirar o semi-risco que já estava tão bem feito e limpar toda a pintura borrada.

Homens que estão a ler isto: imaginem uma cadela possuída agarrada às vossas pernas enquanto fazem xixi. Pronto, é só isso. O resto deixo à vossa criatividade.

E, por fim, a parte de higiene e cenas de gaja, está feita. Antes de sairmos, há que dar água à babe (a minha Bucky) . Esta parte corre bem. Não aconteceu como no dia anterior em que, com um salto olímpico, dá ordem de despejo a toda a água contida na gamela e transforma todo aquele espaço numa cozinha aquática.

Está na hora de arrancar. Gritamos: “Meninoooos: vestir casacos. Filha, não te esqueças da chave do cacifo. Filho, não mexas mais do ténis, estão bem apertados. Bucky...Buckyyyyyyy!.” Abriu a porta do lixo. F….. Toca a limpar tudo.

Saímos de casa, finalmente. O dia inteiro fora. Já de noite, no regresso, somos recebidos com o maior dos carinhos, alegria e dedicação, completamente indescritíveis. Que amor incondicional. Pronto. Estás desculpada pela loucura da manhã. Venha agora a loucura da noite. Gosto tanto de ti FaceBucky! Obrigada por nos aturares

Beijinhos

 

Momentos de prazer

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Vá, parem lá com isso, suas mentes perversas. Não é nada disso, ok?

Estava indecisa se intitulava este texto de “ momentos de prazer” ou de “momentos de gosto”. Sim, porque a primeira vez em que pisei um local de trabalho – há quase 20 anos – disse, em conversa, ” muito prazer”. Houve alguém que se indignou e advertiu-me somente para isto: “ Helga, tu não tens prazer com as pessoas - referindo-se ao ter prazer sexual- ,diz antes: muito gosto”. Na altura só me ocorreu responder “coitada.” Mas não respondi.

 Fiquei tão traumatizada, que ainda hoje digo “muito gosto”, mesmo não concordando. Bem, não vou divagar por questões de linguística e históricas, até porque já é tarde e estou de rastos.

Momentos de prazer. Continuo a afirmar que a minha felicidade é construída com coisas muito, mas mesmo muito pequeninas. E são os momentos que fazem essas coisas pequeninas. Sou louca por pequenos momentos. Pequenos , espontâneos, mas bons ( a língua portuguesa é muito traiçoeira). Um dia destes, numa das minhas idas à manicure, dei por mim a pensar: “Opá, que bom!” E não, não eram as unhas giras trabalhadas nas minhas mãos. Simplesmente, naquele momento em que estou com a minha querida Kelly, um momento tão “normal”, a vida vale tão a pena. Aquela hora que passo ali dentro, numa sala de 4 metros quadrados, com o rádio a tocar, é uma hora de pura alegria. Esquece-se o stress, apagam-se as dificuldades da vida, desvanecem-se as saudades, arruma-se os desamores, dilui-se tudo o que deve ser diluído no esquecimento. A Kelly e eu rimos. Simplesmente rimos. Rimos e rimos e rimos e rimos. De quê? Por tudo e por nada. Que bom. Um momento, pequeno e espontâneo do nosso dia. Tinha tudo para ser um momento de sofrimento só para ter umas unhas giras, não tinha? Mas comigo, não! Tive a sorte de encontrar uma brasileira que ama a vida. Eu amo a vida. Está feito. Cada vez mais, agarro todos os pormenores que me fazem feliz. Cada vez mais, olho para os segundos da minha vida e não para as horas ou para os dias. Cada vez mais, sinto o olhar das pessoas, e cada vez menos as atitudes. Cada vez mais, gosto da vida construída pelos momentos espontâneos, e cada vez menos da vida construída em mera gestão de empresa.

Por isso, venham mais momentos, pequenos, espontâneos, mas de puro prazer.

Beijinhos.

Os “pseudointelectuais”

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Pseudointelectuais, é assim que se escreve? Não quero cometer muitos erros, num texto onde a palavra “ intelectuais”, está enunciada. Uiiii! Medo. Já há muito que associo a palavra “ intelectual” a gente de m . Se calhar está errado. Segundo a  Wikipédia, o termo “intelectual” “deriva do latim tardio intellectualis, adjetivo que indica aquilo que, em filosofia, diz respeito ao intelecto na sua atividade teórica, ou seja, separado da experiência sensível - esta considerada como de grau cognitivo superior. “

(  Sendo assim, acredito que não haja apenas gente de m. Acho.)

Voltando ao significado, muita atenção à ultima parte: “… grau cognitivo superior” . É aqui que esta palavra se escarrapacha ao comprido. É que há muita gente a querer ser, ou parecer, de grau cognitivo superior. Até acho bem,  tentar evoluir e crescer, mas  não tenham a  pretensão de acharem que têm a razão absoluta de tudo. A malta é livre de gostar, de criticar positiva ou negativamente mas, acima de tudo, é livre de consumir ou não. A liberdade de consumo, é a liberdade dos verdadeiros intelectuais. Deixando conceitos de parte, a malta que opina, que estuda, que investiga, que, verdadeiramente tem cultura, toma apenas duas opções : ou consome ou não consome. Não perde tempo a tentar destruir aquilo de que, aparentemente, não gosta.  Na música, no teatro, na literatura, há que estar sempre presente a palavra “liberdade” e nunca a palavra “intelectual”. O País, o mundo, evolui com a variedade e com a liberdade de escolha. O país, o mundo, não evolui com o castrar daquilo que não se gosta ou que não se concorda. Não percam tempo a vestirem a pele de “intelectuais”, para poderem cometer” fraudes intelectuais”. Escolhamos livremente o que nos faz feliz. Respeitem a Liberdade de escolha, em tudo!

 Beijinhos

Rápido! Dispam-se!

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Sabem aqueles momentos irritantes em que uma pessoa chega a casa, descalça-se, veste uma roupa, simultaneamente confortável, horrorosa e imprópria para o domicílio, passa pelo cesto da roupa suja, que mais parece o monte Everest, e lembra-se: “não tenho detergente para a máquina da roupa.”

 Em quase agonia profunda, pensa: “que se lixe, compro amanhã. Não me vou vestir novamente. “ E volta a refletir: “acho que vou precisar de roupa que está no monte.“ Desespero total: “estou de rastos. Não me apetece.”

Solução: esperar que o Rui chegue, e dizer-lhe que me lembrei, naquele preciso segundo em que ele entra dentro de casa, que preciso do detergente. Depois, aproveito a boa vontade dele e espeto-lhe com o saco do lixo para ir pôr no contentor. Perfeito.

Este pequeno episódio fez-me recordar um casal, amigo dos meus pais, em que ambos odiavam cozinhar. A regra destas duas almas era: quem chegasse primeiro adiantava o jantar, e uma ou outra coisa pendente. Pois bem, premeditadamente, começaram os dois a chegar cada vez mais tarde e a prolongar a estadia no trabalho, apenas para não terem que começar a avançar com o serviço. Surreal, não? Mas a verdade é que esta brincadeira tomou proporções menos agradáveis.

Não indo até esse ponto, existem aquelas situações mais leves, como ir comprar pão. Chegamos à noite e constatamos que não temos pão para o pequeno-almoço. Faltam dez minutos para o supermercado fechar. Olhamos, num rasgar de olhos, um para outro, e tentamos perceber quem vai demorar mais tempo a arranjar-se para sair. Por isso, fica aqui um conselho para as minhas AMIGAS: vistam imediatamente o pijama! Os fatos a nosso favor: temos sempre mais roupa para vestir e despir. Por norma, temos pernas mais curtas e, como tal, demoramos mais tempo a chegar ao supermercado. Já está quase de noite e uma lady não pode andar na rua a tarde e más horas.

 Por isso, resumidamente, compras de última hora, com exceção de: sapatos, malas, roupas , relógios e perfumes, são sempre feitas pelos senhores nossos maridos.

Beijinhos.

Missão a tempo inteiro

 

 

Já não é a primeira vez que ouço falar na expressão “mãe a tempo inteiro”. Normalmente associada a mães - e cada vez mais pais- que optaram por ficar em casa, dedicando mais tempo aos seus filhos. Nada contra. Pelo contrário. Mas irrita-me a expressão. Os pais, com trabalho dito “normal”, serão pais a tempo parcial? Huumm, não me parece. Têm menos tempo para os seus filhos? Muito possivelmente. Mas nunca vão ser pais a tempo parcial. Falando das mães – porque me toca especificamente -, as verdadeiras mães são sempre a tempo inteiro. A palavra mãe significa “TEMPO INTEIRO”. Os meus filhos têm-me, e irão ter-me sempre, a tempo inteiro. Eu sou deles e eles são meus, a tempo inteiro.

O amor será a tempo inteiro. Os sacrifícios por eles serão a tempo inteiro. As “zangas” serão a tempo inteiro. Se gostávamos de ter mais tempo para eles? Mais horas? Mais minutos? Mais qualidade de vida? Claro que sim! Quero muito. Mas serei sempre mãe a tempo inteiro. Todas nós seremos mães a tempo inteiro. Vocês, amigas, amigos, desconhecidas, desconhecidos, mães, pais deste mundo, têm todos a vida preenchida com um trabalho a tempo inteiro. E esse nunca deixará de o ser.

Sermos pais a tempo inteiro, depende única exclusivamente de nós. Não depende dos empregos, da sociedade, dos outros.

Eu, diariamente, esforço-me para a ser a mais competente, a mais eficaz e a mais lutadora, nesta missão a tempo inteiro. Boa sorte para nós!

Beijinhos.

Há dias assim.

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Uma coisa, é haver dias assim. Outra coisa, é haver muitos dias assim. Dias angustiantes, sufocantes. Dias em que pões tudo em causa, até a roupa que vestiste.

Ai que sufoco. O que é isto que me rodeia? Quem são estas pessoas? O que é isto que me cai todos os dias nas minhas rotinas? Estranho. É tudo tão giro e tão dinâmico e tão…enfadonho. Incoerente. É isso. Hoje estou incoerente. Mas deve ser só hoje. O mau feitio demora pouco. 

Há pessoas que gerem incrivelmente bem as suas incoerências e as suas frustrações. Eu não consigo. E o problema é só esse. A incapacidade de gerir frustrações e incoerências. Tenho nota 0 em gerir tudo o que me cai mal. Mas tenho nota 10 em recomeçar tudo de novo.

´Bora lá recomeçar tudo de novo. Como? Não sei. Mas tenho nota 10. Tenho que fazer valer a minha nota.

Beijinhos.

 

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